#29M | Nossa luta se encontrou nas ruas e nossas vozes não vão calar

O Brasil viveu, no último sábado, a maior manifestação de rua contra o governo Bolsonaro desde o início da pandemia. A mídia tradicional fez questão de não mostrar a amplitude dos atos, bem como Bolsonaro, que destacou que “tinha pouca gente”.

Na verdade, o #29m foi um momento importante da luta, com mobilização em mais de 200 cidades brasileiras, 27 capitais e 14 países. Os cartazes e palavras de ordem pediam mais do que a derrota de Bolsonaro, exigiam soluções para os problemas mais graves que enfrentamos: vacina para todos, alimentação, emprego, auxílio emergencial, direitos.

A mobilização nas ruas não ocorre porque a oposição ao governo supõe que já é seguro retomar as atividades presenciais. Pelo contrário, a gravidade da pandemia é inegável, perdemos quase meio milhão de pessoas, e sem vacinação, distribuição de renda e medidas de restrição, as perspectivas são ainda mais trágicas.

É justamente diante do caos social e rebaixamento da vida que tomar as ruas se torna imprescindível para mostrar a revolta e lutar por mudança nos rumos do país.

Há esperança de derrotar Bolsonaro e o projeto que ele representa. A disposição do povo brasileiro foi um respiro, que lembrou que nossa força depende de nossa união para lutar. Mas somente um dia de mobilização não é suficiente. Precisamos de muita reflexão, de muita ação, construídas com ainda mais gente. É preciso darmos continuidade à nossa organização enquanto classe trabalhadora, reconhecermos que somos sujeitos políticos, que podem muito mais do que somente votar.

Seguimos em movimento para que Bolsonaro e todos aqueles que se beneficiam com a desigualdade e a exploração sejam derrubados pelas mãos do povo que batalha.

“Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres.” (Rosa Luxemburgo)

“Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres.” (Rosa Luxemburgo)