Quanto mais tempo Bolsonaro permanece na presidência, mais irá atacar o povo e destruir o país. Os preços dos alimentos, gás de cozinha e gasolina não param de aumentar, o desmonte do serviço público é articulado através da Reforma Administrativa, o meio ambiente é destruído, indígenas, quilombolas, negros e negras, LGBTQIA+ são assassinados com o incentivo do ódio disseminado por este governo, e sua base aliada é alimentada e fortalecida. Não há tempo a perder, é urgente tirar Bolsonaro do poder.

O povo, os movimentos sociais e partidos de oposição precisam tomar como prioridade tirar Bolsonaro. É muito perigoso esperar o calendário eleitoral quando nosso inimigo ameaça dar um golpe no país, e nos ataca a cada dia. No entanto, importantes setores da oposição como a CUT e o PT, mais uma vez puxam o freio da mobilização para esperar as eleições de 2022, deixando de chamar mobilizações pelo Fora Bolsonaro nos próximos meses. Grande erro!

Todas as conquistas que tivemos no país foram através de luta e mobilização. A conivência da justiça que permite a continuidade de Bolsonaro na presidência, mesmo com tantas provas de seus crimes, escancara os limites do modelo de democracia que temos no Brasil e deixa claro à quem ela serve, colocando para os trabalhadores a luta como única saída real para resolver nossos problemas que se acumulam há séculos.

ESTÁ TUDO ERRADO!

A crise que se aprofundou com a pandemia, vem sendo alimentada desde antes da chegada do vírus, através da ampliação da terceirização, dos cortes na Educação, da Reforma Trabalhista e da Previdência, da PEC do Teto dos Gastos e tantos outros ataques que vem destruindo o país.

Por isso, tão importante quanto tirar Bolsonaro, é pensar na reconstrução do Brasil, suspendendo as (contra)Reformas que esguelam o orçamento público e retiram direitos dos trabalhadores, encarando os sanguessugas das nossas riquezas taxando as grandes fortunas, fazendo auditoria da Dívida Pública.. iniciar a construção de uma política que priorize as necessidades do povo brasileiro, rompendo a histórica submissão aos interesses do capital internacional, que faz do nosso país o seu quintal de exploração.

Se não nós… quem?

Essa necessária mudança só é possível se tivermos força social, com o povo organizado pressionando os poderosos para fazer valer nossas reivindicações. Não podemos esperar que quem se beneficia com essa crise a resolva.

#ChegadeSufoco #OBrasilPrecisadeUmaRevolução #NossosDireitosJá #SóaLutaMudaaVida

CUIDADO COM OS BOLSONAROS DE SAPATÊNIS

Mirando as eleições presidenciais de 2022, Eduardo Leite tenta se projetar para o país como oposição à política de Bolsonaro. Mas o magistério gaúcho, e por consequência toda população que acessa a escola pública, sente na pele a perversidade da sua política de ataque aos trabalhadores. Sabemos que Leite não passa de um Bolsonaro engomadinho.

Leite vem desmontando o RS, vendendo o patrimônio público, atacando os trabalhadores e negligenciando a pandemia. Vendeu a Corsan, desmonta a educação pública vendendo-a aos grandes conglomerados educacionais, deixou as educadoras na miséria. Assim como Eduardo Leite, Dória e tantos outros que pularam fora do barco bolsonarista quando a coisa começou a ficar feia, vários outros aparecerão, criticando Bolsonaro mas defendendo seu projeto político que beneficia os grandes ricos e poderosos na base da exploração do povo.

OBRIGATORIEDADE DO RETORNO PRESENCIAL

Faltando menos de 30 dias de aula para o encerramento do ano letivo, Eduardo Leite decreta a obrigatoriedade do retorno às aulas presenciais em todo RS, bagunçando todo o planejamento das escolas e famílias nessa reta final de um ano já bastante tumultuado. Longe de trazer ganhos pedagógicos, mudar toda a dinâmica da escola a essa altura do campeonato está mais para campanha eleitoral antecipada do que qualificar a educação da juventude gaúcha.

Em meio a disputa com Dória, governador de SP, para definir o candidato à presidência pelo PSDB em 2022, Eduardo Leite joga com a vida de crianças e decreta o fim da pandemia no RS. Com as crianças até 12 anos sem vacina e adolescentes ainda sem a 2 dose, Leite desconsidera a opinião de especialistas em ter cautela na retomada das atividades, debatendo o fim da obrigatoriedade do uso de máscaras, liberando geral mesmo com o sinal de alerta aceso pelo aumento no número de casos na Europa, apontado como uma tendência para o Brasil.

Enquanto isso, no CPERS…

Mais uma vez a atual direção do CPERS opta por deixar a coisa acontecer se limitando à denúncia depois do fato consumado, sem chamar a categoria para debater a ampliação deste retorno, a sobrecarga de trabalho que só aumenta, e a nossa exposição diária ao vírus sem garantia de EPIs pelo governo.

Tivemos um ano extremamente desgastante e, apesar dos tantos ataques e desafios vimos o esvaziamento das instâncias do sindicato. Suas direções precisam se perguntar o porquê desse descrédito na categoria no momento em que mais precisamos lutar, e tomar para si a tarefa de se reaproximar da categoria, reaprender a ouvir demandas e críticas, e a construir de fato um sindicato que sirva de ferramenta de união e luta das educadoras.

NOVO CURRÍCULO PARA AS ESCOLAS

A “nova” matriz curricular nas escolas do RS relembra-nos da velha tarefa de discutir a formação da classe trabalhadora e o papel da escola. A que demandas visa atender essa formação nos nossos dias? Em tempos de precarização, as elites e os poderosos precisam de uma escola que produza um trabalhador também precário.

Vale lembrar no RS das recentes “reorganizações” curriculares. Desde Yeda, com seus referenciais curriculares e materiais didáticos distribuídos a estudantes e educadores, passando pelo ensino “politécnico” de Tarso, que impôs novas disciplinas e um regimento escolar padrão, e pelo projeto de “escola melhor”, que ampliou as parcerias com a iniciativa privada, a extinção de centenas de escolas e flertou com projetos como o escola “sem partido” no governo Sartori.

Talvez não fosse muito difícil enfrentar o “novo” currículo do governo Leite: se perguntarmos a mães, pais e estudantes sobre suas vontades — ter uma formação mais abrangente ou não, ter ou não bibliotecas abertas e livros acessíveis, estudar de forma gratuita e com qualidade, ter acesso a uma alimentação adequada na escola — a resposta certamente não seria a de defender as propostas do governo. Entretanto, o distanciamento, a virtualização, a falta de recursos para lidar com o ensino à distância dificultam o diálogo com nossas comunidades escolares. Além disso, nosso porta-voz sindical (Cpers), através do projeto sindical da atual direção, titubeia entre a defesa velada do governo e a timidez da sua crítica, afinal, não podem abandonar sua postura do “diálogo” conciliador.

A drástica redução (e, em alguns casos, exclusão!) na carga horária de diversas disciplinas, a imposição do Ensino Religioso em todas as séries (sem nem haver educadores formados nessa área), a desobrigação do ensino de Língua Espanhola (em um país continental cercado por falantes deste idioma), são apenas alguns dos problemas. A tentativa de vincular o ensino escolar às relações profissionais não é novidade (vide o “poli-treco”), mas o discurso atual sobre o “empreendedorismo” e as soluções individualistas para problemas estruturais da sociedade. Além disso, é sabido que na escola pública a “oferta” dos diferentes “itinerários formativos” tem uma condição muito diferente da escola privada, situação que aprofunda as desigualdades sociais e educacionais. Mais uma vez, à maioria da população, uma educação precarizada para reproduzir a precarização.

Este é mais um projeto de um governo (passageiro), que não foi discutido com as comunidades escolares. O aligeiramento da (não-)discussão sobre esses projetos para sua urgente aprovação, seguido da implementação dos mesmos assim que a “poeira baixa” é a prática comum. Vimos a desorganização de quadros funcionais, o vai-e-vem de orientações sobre aumento e redução da duração de períodos, a contratação e realocação de educadores… tudo sobrepondo-se aos reais problemas da pandemia, ao ensino presencial e/ou remoto…

As ocupações de escolas em 2016, além de nossos processos de lutas coletivas e criativas germinam projetos autênticos de uma escola diferente, que o tempo vem novamente amoldando à luz dos interesses dos de cima. Nós, educadores, outra vez somos submetidos a projetos que não discutimos, não tomamos parte, não atendem aos interesses que identificamos para a formação daqueles e daquelas que fazem o presente e o futuro do nosso Estado e do país. Até quando ficaremos sem discutir nossos projetos?

O PISO NACIONAL DO MAGISTÉRIO — MUDANÇA DE REAJUSTE É O FIM DO PISO

Em 2022, completam-se 14 anos da Lei nº 11.738, DE 16 DE JULHO DE 2008, conhecida como a Lei do piso nacional e que teve sua constitucionalidade reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal, em 2011, trata inclusive da forma de reajuste anual do piso, da data base, janeiro de cada ano civil, bem como, a previsão orçamentária. Um dos objetivos principais era a valorização salarial dos professores da Educação Básica e que a médio/longo prazos seria uma tentativa de recompor o histórico descaso com a Educação, por isso o cálculo atual de custo/aluno do Fundeb.

Por isso, as tentativas de rever o índice de reajuste por parte de governos municipais e estaduais ao longo do tempo, que tem orquestração no Congresso Nacional de deputados e senadores, enterra a essência da Lei do piso nacional. Aqui no RS, depois da Yeda Crusius, Tarso Genro, Eduardo Leite é outro governador que questiona o índice e quer a mudança pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

O CONTO NEOLIBERAL — DA RETIRADA DE DIREITOS AO QUESTIONAMENTO DO ÍNDICE DO PISO NACIONAL

Em uma das justificativas do governador Eduardo Leite (PSDB) para mudar o plano de carreira do magistério e os demais ataques aos direitos dos trabalhadores em educação no RS foi que a partir de então começaria a pagar o piso nacional. Não durou nem dois anos o conto neoliberal do governador e pré-candidato a presidente pelo PSDB. A previsão de reajuste para janeiro de 2022 do piso é de 31,3% , sendo que além de ameaçar com novo atraso de salários e gerar consequências para as gerações futuras, Leite lidera uma campanha nacional para mudar o índice de reajuste.

Os governos neoliberais e suas políticas anti-povo não possuem compromissos com a Educação Pública, além de atacá-la e retirar direitos dos trabalhadores, cumprem uma agenda educacional de um projeto da classe dominante, inclusive destinando fartos recursos públicos para os tubarões do ensino privado como o Sistema S, Institutos dos maiores bancos brasileiros (Itaú e Bradesco), Plataforma Google e Instituições de fachada como o Todos pela Educação e a Fundação Lemann.

Nenhum direito a menos! Em defesa da valorização dos trabalhadores em educação! #FORALEITE #FORABOLSONARO

A EDUCAÇÃO PRECISA DE NÓS!

Quando falam em funcionários públicos logo pensam em altos salários. Porém, hoje os funcionários públicos que trabalham em escolas se encontram numa situação muito precária não só de condições de trabalho mas também de salários defasados. Temos um dos piores salários do setor público estadual!

Os funcionários de escolas, assim como os professores, já estão a mais de sete anos sem qualquer reajuste. O processo de terceirização da educação já começou e a destruição das carreiras e dos salários dos nossos funcionários faz parte desse projeto. É preciso resgatar a valorização de cada profissional que trabalha na escola.

O reajuste salarial justo é o mínimo que o governo Leite nos deve, além da devolução da última greve. Trabalhamos na recuperação dos dias de greve e após isso ainda sofremos os descontos do período. Sartori e Leite juntos colocaram a educação como seus inimigos e constantemente nos atacam.

Precisamos compreender que esses ataques no fundo são partes do projeto de destruição da educação pública estadual. Nosso sindicato deve mobilizar a categoria para lutar por formação adequada para nossos funcionários, reajuste de salários com a reposição das perdas dos últimos sete anos e o fim dos ataques aos nossos direitos trabalhistas. Educação forte se faz com profissionais valorizados e que possam retirar do seu trabalho o seu sustento e planejamento de vida. Hoje a realidade salarial que vivemos não nos permite mais que sobreviver.

NOSSOS DIREITOS SÓ A LUTA FAZ VALER!

Com mais de 70 anos de história de lutas e conquistas, o CPERS-Sindicato é a nossa ferramenta para defender a valorização das educadoras e da educação pública. Num momento de intensificação dos ataques à educação, se faz ainda mais necessário nos unirmos participando ativamente das instâncias do sindicato, fazendo valer nossa voz.

Sindicato forte se faz com participação ativa da base da categoria! Faça parte dessa história de lutas! Filie-se ao CPERS!

“Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres.” (Rosa Luxemburgo)

“Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres.” (Rosa Luxemburgo)